Importância da gestão judiciária é destacada pelo presidente do TJGO na abertura de curso da Ejug

Ao abrir o curso de Gestão das Unidades Judiciárias- Conhecimento em Ação, na manhã desta terça-feira (15), o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Carlos França, destacou a importância e a necessidade da gestão judiciária. O curso, pela primeira vez realizado em Goiás, é promovido pela Escola Judicial de Goiás (Ejug) e conta com apoio da Presidência do TJGO e da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás. A capacitação oferecida pela Ejug visa fomentar a capacitação da magistratura e atender a Portaria n.º 135/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o regulamento do Prêmio CNJ de Qualidade.

Conforme o chefe do Poder Judiciário goiano, entender de gestão de pessoas, de processos, sistemas e funcionamento de gabinetes, é fundamental para o aprimoramento  jurisdicional. “Nossa função vai muito além de julgar. Aqueles magistrados que têm uma produtividade alta e elevada, na maioria das vezes, realizam um trabalho alinhado ao conhecimento de gestão de gabinete”, observou Carlos França. Ele também destacou que a gestão das unidades judiciárias é necessária tanto para o primeiro quanto para o segundo graus. “Se nós tivermos uma melhor gestão judiciária, vamos nos destacar ainda mais no cenário nacional, como também oferecer uma pronta prestação jurisdicional à sociedade”, frisou, ao falar da importância da capacitação nesta área.


O corregedor-geral da Justiça do Estado de Goiás, desembargador Nicomedes Domingos Borges, afirmou que a eficiência na gestão da Justiça é um dos pontos mais relevantes para o avanço na melhoria do desempenho das unidades judiciárias e reflete diretamente nos bons resultados de qualquer instituição, seja a curto, médio ou longo prazo. “A atividade judiciária, para ser bem exercida, pressupõe igualmente uma atividade administrativa interna, seja ela no plano global, na direção do Foro, na Presidência do Tribunal, ou mesmo na sua própria Seção Judiciária ou Vara”, salientou o corregedor.


O desembargador Nicomedes Domingos Borges desejou que as magistradas e magistrados, que participam do curso, possam transformar essa formação em um espaço de identificação e aprimoramento das suas habilidades interpessoais, principalmente como líderes, proporcionando maneiras de aumentar a produtividade, o engajamento e a mobilização das equipes de cada gabinete, unidade e seção judiciária que integram o TJGO.

Produtividade como meta principal

O diretor da Ejug, desembargador Delintro Belo de Almeira Filho, reiterou que a administração judiciária é um diferencial. “Administrar bem uma serventia faz realmente toda a diferença. E a Ejug não poderia deixar de contribuir com o TJGO, na administração do desembargador Carlos França, que prima pela produtividade como meta principal”, frisou. “E a administração judiciária é uma ferramenta que possibilita essa busca pela produtividade sem perder o justo de vista. Essa é a nossa missão”, completou.

Ao finalizar, o desembargador Delintro Belo afirmou que a Ejug se sente honrada com a capacitação e no cumprimento da sua missão institucional em aperfeiçoar magistrados e servidores para o aprimoramento e engrandecimento do Poder Judiciário goiano.


Magistrados destacam o aperfeiçoamento

“Mais um excelente curso da EJUG, imprescindível para todos os magistrados que, com certeza, sairão ainda mais preparados na área de gestão judiciária, para uma prestação jurisdicional de excelência. Parabenizo a Presidência do Tribunal, a Corregedoria, a EJUG e, especialmente, nossas tutoras, experts no assunto”, disse a juíza substituta em segundo grau, Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade.

Segundo o juiz Liciomar Fernandes, da comarca de Trindade, o curso de gestão das unidades judiciárias proporcionado pelo TJGO, para magistrados, além de ser inédito no país, ressoa como uma possibilidade de mais conhecimento e aperfeiçoamento para o juiz gerir melhor sua comarca ou unidade judiciária, por vez beneficiando o jurisdicionado. “Vivemos um momento em que para ser um bom juiz não basta ser um excelente julgador, é necessário, também, ter um olhar além do gabinete e viver as relações interpessoais com seus colaboradores, comunidade e em harmonia com outros Poderes”, destacou.

O diretor do Foro da comarca de Rio Verde, juiz Rodrigo de Melo Brustolin, salientou que nos dias atuais não se pode conceber a atuação do Poder Judiciário sem a adoção de padrões de excelência mínimos e a aplicação de métodos gerenciais, tudo com o fito de buscar a máxima eficiência na alocação de recursos públicos, notoriamente limitados. “Dessa forma, creio que a importância do curso é nos fornecer ferramentas para que possamos melhor gerenciar as unidades judiciárias e entregar uma prestação jurisdicional mais célere e eficiente”, complementou o magistrado.


O curso

Com carga horária de 80 horas-aulas, o curso será realizado em ambiente virtual pela plataforma da EJUG, contendo atividades híbridas. A capacitação é composta dos módulos: unidade I – Gestão de Pessoas, com 25 horas-aulas; unidade II – Gestão de Processos, com 30 horas-aulas e unidade III – Gestão de Sistemas na Unidade Judiciária, com 25 horas-aulas. E será ministrado para cinco turmas distintas, sendo que cada turma será formada por dois grupos de magistrados.
Além das juízes e juízes substitutos em segundo grau; juízas e juízes da capital e interior, também participaram da abertura do curso o vice-diretor da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug), o juiz substituto em segundo grau Reinaldo Alves Ferreira; a presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), juíza Patrícia Machado Carrijo; o juiz auxiliar da CGJGO, Altair Guerra da Costa; servidoras e servidores da Ejug. (Texto: Arianne Lopes / Fotos: Acaray Matins – Centro de Comunicação Social do TJGO)